Com pagamento suspenso desde novembro do ano passado, logo após as eleições, e sem anúncio de nova data para a retomada da entrega do benefício, a população que recebia o Vale Solidário começa a ficar temerosa sobre o futuro do programa social. O pagamento foi suspenso, segundo o governo, para um recadastramento que até agora não tem data para conclusão. A última notícia que a população recebeu acerca do benefício foi no mês passado, quando o governo informou que aproximadamente 40 mil famílias haviam se recadastrado na capital e que a ação seguia para o interior do Estado, onde a meta da coordenação do programa é recadastrar 25 mil famílias. O processo está sendo feito por meio das secretarias do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes) e da Promoção Humana e Desenvolvimento (SEPHD). A Folha entrou em contato com a primeira pasta, por meio da assessoria de comunicação, questionando sobre quando este recadastramento se encerraria e quando o pagamento se normalizaria, no entanto não houve pronunciamento a respeito. Enquanto isso, tanto autoridades quanto os maiores interessados, a população, aguardam pela regularização. Em entrevista à Folha nesta semana, o deputado Flamarion Portela (PTC) disse ter recebido informações de dentro da Setrabes de que o Estado cortará nos próximos dias pelo menos 27 mil famílias do programa social. A informação deixou muitos beneficiários temerosos, como é o caso da dona de casa Rosa da Silva. “Com o corte no vale, estou vivendo praticamente só com a renda do Bolsa Família. Do jeito que vão as coisas, tenho medo que excluam os que precisam e deixem quem não precisa desse dinheiro”, disse. Embora a Secretaria de Comunicação do Estado tenha negado a exclusão de famílias do programa e garantido que a partir do próximo mês o benefício voltará a ser pago, já com valor de R$ 120,00 ao mês, a população continua descrente da notícia. “Eles sempre atrasam o pagamento, mas dessa vez usaram a desculpa de recadastramento. Quero ver se vamos receber os meses que passamos sem o vale”, reclamou uma beneficiária, que preferiu não se identificar. Já a Associação Beneficente Cristão (ABC) quer que o governo dê explicações sobre o pagamento atrasado e quanto ao recadastramento do benefício. Para isso, o representante da entidade, Jackson Lopes, protocolou um ofício na Assembleia Legislativa do Estado solicitando o comparecimento das autoridades para que a situação seja esclarecida. “Nós da ABC achamos muito estranho que até agora ninguém dos órgãos fiscalizadores tomou nenhuma providência sobre o caso”, reclamou. Outra parlamentar que também têm cobrado a retomada do pagamento é a senadora Ângela Portela (PT). Ao destacar que o Governo do Estado tem R$ 64,5 milhões aprovados no Orçamento deste ano para o pagamento do Vale Solidário, ela disse que não entende o porquê de o programa não estar sendo pago. “É um direito da população de Roraima que vinha sendo executado desde 2002 sem interrupções”, frisou. A assessoria de comunicação da Setrabes não atendeu nem retornou às ligações feitas na sexta-feira Fonte: Folha de Boa Vista |
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sábado, 18 de junho de 2011
Beneficiários cobram retomada do VALE SOLIDÁRIO
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